domingo, 7 de janeiro de 2007

Laranja Mecânica

Capas
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A Clockwork Orange, de Anthony Burgess, é, indiscutivelmente, uma das obras primas do romance britânico e mundial. Não poucas vezes as capas ficam aquém do poder evocativo dos enredos ou - neste caso ainda mais relevante - dos títulos que encerram.
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Para quem não conhece o romance ou viu a obra prima cinematográfica de Stanley Kubrick, com o mesmo nome, o enredo centra-se na questão recorrente da natureza do Bem e do Mal: "What does God want? Does God want goodness or the choice of goodness?" Será que se pode tratar clinicamente um delinquente de modo a que ele passe a ser "bom"? Ou o ser-se "bom" mecanicamente é um acto desumano, por não ser genuino? Só será genuíno aquilo que resulta de uma escolha, do livre arbítrio. Será, portanto, o Mal genuíno, parte da natureza humana? E o Poder, de que modo o Bem e o Mal são parte da sua essência?
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Em suma: há solução para o Mal?... e para a corrupção do poder?
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Certamente não quererão que vos dê a minha interpretação da capa (Ilustração de David Pelham)... Deixo-vos, contudo, uma questão (que certamente terá múltiplas possibilidades de resposta): por quê as alças azuis?
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Li esta edição do romance, pela Penguin Books, (não datada) em Novembro/ Dezembro de 1992.

2 comentários:

Julieta disse...

Olá Rui
Não venho comentar o texto. Acreditas que não vi o filme???
Estou a ser "helped to chill" e fiquei agradavelmente surpreendida ao ver o teu recém-nascido blog. Espero que cresça em bom ritmo, com a qualidade que já demonstra. (Mas as minhas rabanadas são melhores!)
Um beijo
Julieta

MANHENTE disse...

Olá, Julieta!

Obrigado pelo teu comentário!

Espero que faças mais visitas...

Beijinho,
Rui