quinta-feira, 1 de março de 2007

Como Me Tornei Benfiquista

Da Memória
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Terá sido por volta de 1976 ou 77 que me tornei Benfiquista. Vivia então em Barqueiros, Barcelos, numa casa gigantesca que, tudo indicava, era habitada por fantasmas. Os meus pais alugaram-na depois de regressarmos de Moçambique, criando um aviário nas suas salas do primeiro piso. Lembro-me de ouvir os relatos do Benfica nos jogos da Taça dos Campeões Europeus enquanto o meu pai cortava o pescoço às galinhas que ia vender de mota pelos restaurantes da região no dia seguinte. É das poucas memórias que tenho desses tempos. E também que a numerosa família da minha mãe era quase toda portista; e que me queriam converter; e que quase o conseguiam, não fosse este homem, que hoje nos deixou:
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Se hoje sou Benfiquista, foi graças às defesas do pequeno-grande Bento, descritas apaixonadamente pelos relatadores radiofónicos da época. Já partiu. Certamente num último voo heróico. E nós, que nos lembramos dele, sentimos que a nossa caminhada avança inexoravelmente.
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1 comentário:

António Oliveira disse...

Eu já não me lembro como isso aconteceu (ser benfiquista) mas presumo que tenha sido herança paterna, naturalmente.

Bento foi grande e marcou uma época.