quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007

À Procura de Emprego

Palavra Esparsa
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A minha mãe ficou desempregada há pouco tempo. Ontem, telefonou-me a dizer que estava desgostosa. Tinha acabo de vir do Centro de Emprego (ou da Segurança Social, não tenho bem presente), onde tem que se apresentar de quinze em quinze dias. Disseram-lhe que a partir de agora tem de provar que andou à procura de trabalho: apresentar quinzenalmente um formulário com o carimbo e assinatura de duas entidades empregadoras que ela tenha abordado.
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A minha mãe tem 61 anos e vários problemas de saúde mais ou menos incapacitantes. Mas, pelos vistos, é apenas um número - e um número pode ser qualquer coisa. Uma máquina, talvez.
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Se o princípio me parece correcto (será sensato?), obrigar pessoas nas mesmas circunstâncias a este tipo de pura burocracia é, no mínimo, inconsequente. Em rigor, uma estupidez.
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E imaginemos a horda de centenas de milhar de desempregados em busca de empregadores dispostos a perder tempo com uma assinatura e um carimbo... Dá para uma meia dúzia de bons sketches do Gato Fedorento.
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Só se promove o emprego valorizando-o. Isto é: o trabalho tem de ser bem remunerado, de modo a que quem esteja desempregado se sinta estimulado a não viver com um subsídio de sobrevivência.
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Pergunto: é assim tão difícil perceber isto?
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E os beneficiários de subsídio de desemprego?, perguntam-me. Em vez destes joguinhos de burocratas estúpidos, não tenho dúvidas: formação/ escolarização obrigatória, seja qual for a idade; em alternativa, realização de actividades em prol da comunidade.
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2 comentários:

António Oliveira disse...

Se algumas das medidas pretendem ter um efeito moralizador há outras que não fazem sentido.
Neste caso é um absurdo o que está a acontecer.
Um abraço.

Momentos disse...

Tempos melhores virão.

Espero em breve tb ir aos Açores comparar o clima. Obrigado pela visita.

Abraço