quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Ameijoa Chorada

Vianda
De minha lavra
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Acabei de ler uma receita de "Ameijoas à Bolhão Pato" no blogue do meu amigo Victor Reis e não resisti a fazer-lhe concorrência com uma receita caseira. Imperdíveis, modestiazinha à parte!
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Refogue-se em azeite durante três ou quatro minutos uma cebola grande picada, acompanhada de duas dúzias de pedacinhos de toucinho de corte fino e quatro dentes de alho generosos laminados. Entretanto, cortou-se em pedaços um tomate maduro, sem pele, que se junta ao refogado durante alguns minutos (também serve tomate em pedaços enlatado).
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Os dois quilos de ameijoas estagiaram previamente em água salgada durante duas horas, durante as quais se viraram e reviraram algumas vezes para perderem a areia. Escorreram-se e reservaram-se para o golpe de misericórdia final - tacho com elas!
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Regam-se com meio decilitro de vinho branco maduro, polvilham-se com pimenta preta moída no momento e ruborizam-se com uma malagueta; o sal, cabe-lhes a elas, no seu choro final (que maus somos!). Tape-se o tacho, que nos custará menos.
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Durante os cinco minutos de cozedura viraram-se as ameijoas várias vezes, preferencialmente com o tacho (alto) tapado, em movimentos volteados, bruscos. Um minuto antes de se desligar o fogo, junta-se ao pitéu um punhado de coentros picados. Mexe-se tudo uma última vez.
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Comem-se imediatamente, para que ainda lhes possamos sugar o espírito! Um vinho branco da Vidigueira fresquinho ou uma cerveja gelada servirão para a nossa absolvição.
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Tchim, tchim!
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Nota: à falta de ameijoa fresca (que tão cara está!), podemos encontrar nas grandes superfícies ameijoa de origem tailandesa, de tamanho grande, muito satisfatória. Neste caso, será necessária uma pitada de sal.

5 comentários:

José Luis disse...

Pues casi que me estaba chupando los dedos nada más leer la receta.
Sólo una pega: es una pena que tengamos que traer las almejas de tan lejos, con la cantidad de kilometros de costa que tenemos en Iberia (fundamentalmente en Portugal y Galicia).
Algo está pasando, esto no es normal. Traemos los espárragos de China eb lugar de cultivarlos en Navarra (tierra por excelencia del espárrago blanco); las almejas de Tailandia en lugar de nuestras costas, a veces azotadas por las catástrofes petroleras; los juguetes de taiwan o Hong-Kong, en lugar del levante español cuna del juguete;....
El mundo está loco.
Un abrazo

MANHENTE disse...

Hola, amigo!

Tienes toda la razón! Son las consequencias de la globalización y del capitalismo sin alma. Pero mira: 7 euros por un quilo de almejas es una barbaridad! Hace dos o tres años lo comprábamos por 2 euros. Y estas de Tailandia costan solo 3. En estos tiempos dificiles eso hace una gran diferencia.

Un abrazo,
Rui

Victor disse...

Amigo Rui
Também fiquei a kamber os dedos... mas não perdes pela demora, pois irei por cá pedir à cozinheira da Oficina que cofeccione tal petisco.
A propósito... Quando te resolves a aparecer pela Caparica para degustarmos por cá um belo petisco? O José Luis tb está convidado, rsrsrs.
Um abraço amigo.

José Luis disse...

Victor, agradezco tu invitación. Lo tendré en cuenta por si alguna vez baja el amigo Rui y podemos coincidir.
Un abrazo.

Carreira disse...

Desejo um bom Natal ao autor do blogue e a todos os seus leitores.

José Carreira

(www.cegueiralusa.com)