sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Boas Vinhas 2008, Dão

Enólogo dos Tesos.

Nesta rubrica, de amadorismo presumido, procurarei partilhar convosco as minhas descobertas - também elas viagens, de saber e sabor - no mundo vasto dos vinhos portugueses. E apenas aquelas que me pareçam valer realmente este punhado de palavras inexactas. E uns euritos, poucos.
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Este tinto Boas Vinhas 2008, do Dão, é provavelmente a melhor relação qualidade-preço que já alguma vez provei. Um achado dos deuses - inspirador de descrições inebriadas! A 3 euros e umas migalhas no Intermarché de Arcos de Valdevez, em meados de Dezembro. Tão delicioso que arrebanhei as últimas 3 caixas que lá estavam no início de Janeiro, para saborear ao longo do ano, a acompanhar os meus experimentalismos culinários, os pratos da melhor cozinheira do mundo e a constância dos almoços na casa da avó Inês. Para partilhar, portanto.
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De aromas, é bosque maduro, tostado pela canícula. Reminiscências de chocolate. Na boca, é sumo de fruto negro, puro e prolongado. Acidez ao meu gosto. Vai bem com carnes de sabor intenso. Mas, e porque serviu de companhia à consoada, tenho prova-provada de que, como o fiel amigo, vai com tudo e com todos, o desgraçado!
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Castas: Touriga Nacional, Alfrocheiro e Tinta Roriz
Produzido pela Sociedade Agrícola Boas Quintas, Lda. - Mortágua

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