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sábado, 10 de fevereiro de 2007

Sobre a Consciência

Capas
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A Time desta semana (deverá chegar às bancas em breve) tem esta capa fantástica. E um pequeno artigo do nosso António Damásio (A Story We Tell Ourselves) sobre a consciência, no âmbito do tema de capa - absolutamente interessante.
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Na secção 10 Questions For... o entrevistado é o omnipresente Bill Gates, a propósito do novo Windows Vista. É significativa a sua resposta à seguinte questão:
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Education is a big focus for you. So, is there better learning through technology?
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It's important to be humble when we talk about education, because TV was going to change education and video-tape was going to change it and computer-aided instruction was going to change it. But until the internet exploded 10 years ago, technology really hadn't made a dent in education at all. Learning is mostly about creating a context for motivation. It's about why should you learn things. Technology plays a role, but it's not a panacea.
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Time, February 12, 2007

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007

Red Dog

Capas
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Red Dog é uma obra inesperada. Comprei-a por libra e meia numa livraria de Cambridge há cerca de três anos, atraído pelo preço de saldo e pela capa. Li-a como quem come cerejas. Red Dog é um conjunto de histórias que Louis de Bernières reescreve tendo por base factos verídicos (artigos de jornais, testemunhos) relativos à vida de um cão - Tally Ho - nativo da árida Austrália ocidental. Berniéres conheceu-o numa visita à cidade mineira de Karratha, a norte de Perth, na forma de uma estátua de bronze que aí o imortaliza.
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Nem o mais frio coração pode ficar insensível à personalidade desta figura real e profundamente humana. Se muitos dos "homens" que abandonam animais antes da partida para férias estivais lesse este livro, provavelmente deixaria de o fazer. Para avalizar a natureza heróica de Tally Ho, basta dizer que a obra de Bernières é, imagine-se, a terceira "biografia" a ele dedicada. Quantos homens não gostariam de ter este currículo? E como único dado da sua vida superior que vos revelo, basta dizer que o irascível Tally Ho percorreu a costa ocidental australiana de lés a lés à boleia de camionistas Aussies, regressando e partindo em busca da sua figura tutelar, o seu mestre, já falecido.
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Tudo isto sintetizado de forma brilhante na capa do livro, com ilustração de Allan Baker e Bill Bachman, edição em hardcover da Secker & Warburg, 2001.
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Este é um daqueles livros que poderia trazer muitas crianças e jovens ao mundo maravilhoso da leitura.
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Uma consulta rápida na internet revelou-me que Red Dog já está traduzido para português, em edição da Asa: O Cão Vermelho.
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domingo, 7 de janeiro de 2007

Laranja Mecânica

Capas
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A Clockwork Orange, de Anthony Burgess, é, indiscutivelmente, uma das obras primas do romance britânico e mundial. Não poucas vezes as capas ficam aquém do poder evocativo dos enredos ou - neste caso ainda mais relevante - dos títulos que encerram.
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Para quem não conhece o romance ou viu a obra prima cinematográfica de Stanley Kubrick, com o mesmo nome, o enredo centra-se na questão recorrente da natureza do Bem e do Mal: "What does God want? Does God want goodness or the choice of goodness?" Será que se pode tratar clinicamente um delinquente de modo a que ele passe a ser "bom"? Ou o ser-se "bom" mecanicamente é um acto desumano, por não ser genuino? Só será genuíno aquilo que resulta de uma escolha, do livre arbítrio. Será, portanto, o Mal genuíno, parte da natureza humana? E o Poder, de que modo o Bem e o Mal são parte da sua essência?
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Em suma: há solução para o Mal?... e para a corrupção do poder?
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Certamente não quererão que vos dê a minha interpretação da capa (Ilustração de David Pelham)... Deixo-vos, contudo, uma questão (que certamente terá múltiplas possibilidades de resposta): por quê as alças azuis?
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Li esta edição do romance, pela Penguin Books, (não datada) em Novembro/ Dezembro de 1992.

sábado, 23 de dezembro de 2006

Rosto Irlandês




Capas




A National Geographic de Abril de 1976 apresenta na capa o rosto lindíssimo de um garoto irlandês da península de Dingle. É um dos exemplares da revista americana que guardo com mais carinho. Igual à paixão que nutro pelo país.
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Cabelo ruivo, bochechas nutridas, sardas belíssimas, olhar e meio-sorriso traquinas... É este ainda o rosto de muitos garotos irlandeses trinta anos depois, numa época bem mais abastada. Porque também é sobre isso que nos fala esta capa: sobre a pobreza generalizada de um país então ainda em busca de se afirmar. Quantos garotos terão vestido antes este casaco de corte adulto e lavra artesanal? Quantas casas não teríam então as paredes vazias de cor? Seria esta criança feliz porque tinha muitos brinquedos... ou porque corria pelos prados esmeralda empurrado pelo vento frio do Atlântico Norte?
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Não escrevo este post só para partilhar convosco esta capa. Ontem a minha esposa passou pelo quiosque e trouxe-me o último número da National Geographic portuguesa. Custou apenas um euro. Um euro! Não é a primeira vez que a revista é vendida a este preço absurdo. Será uma campanha para angariar mais assinantes? Desejo sinceramente que não seja uma tentativa desesperada. Em todo o caso, decidi subscrevê-la. Façam o mesmo, se já não o fizeram. O seu desaparecimento seria uma perda irrecuperável: não há nenhuma outra publicação com esta qualidade. Na edição deste mês podemos ler um artigo sobre uma outra perda, tristemente famosa: a presumível extinção do pica-pau-bico-de-marfim. Só este relato valeria o euro dispendido.
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National Geographic Portugal: http://www.nationalgeographic.pt