domingo, 13 de maio de 2007

Uma Viagem com Gatos

As Viagens dos Outros
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Acabei de ler um texto lindíssimo (o quinto de uma série) sobre uma expedição a Marrocos. Com gatos, burros, dromedários, formigas e sapos. A personagem principal desta narrativa de viagem é o meu animal preferido (e sagrado para os muçulmanos): o gato. Vale a pena lê-la, aqui, no blogue da Fátima Mariano. O gatinho cinzento é meu! Já o adoptámos cá em casa.
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segunda-feira, 7 de maio de 2007

Península de Morrazo, Galiza

Andarilho
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Muito perto do norte de Portugal encontra-se um dos segredos mais bem guardados da Galiza: a Península de Morrazo, a norte de Vigo. A palavra segredo será um exagero, mas a proximidade a esta cidade, Pontevedra e Sanxenxo faz com que seja relegada para segundo plano nos percursos de viagem de muitos viandantes. E ainda bem, cá para nós. Dois locais deverão merecer a vossa atenção: o parque de Campismo Aldán, na vila homónima, e o fantástico Cabo de Home.
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O Camping Aldán é um parque bem equipado, com muitas árvores frondosas e amplas áreas relvadas. O seu maior trunfo é a sua localização, a cerca de 500 metros da Playa de Francón, através de um caminho íngreme e com vistas lindíssimas sobre a baía, e a menos de um quilómetro de Aldán. Duas a três vezes por ano passamos aqui um fim-de-semana, geralmente em Junho, em que a ocupação do parque é pouco intensa e o sossego impera. A pequena Playa de Francón é bastante frequentada, sendo difícil encontrar um lugar para estender a toalha a meio da tarde; tal deve-se ao facto de se situar ao pé de outro parque de campismo (sempre cheio e menos aconselhável) e à sua localização privilegiada, num recanto da Ria de Aldán. Mas o mais agradável para mim é poder saborear uma cerveja fresca no bar tosco em estilo tropical que existe sobre a praia, com vistas magníficas e o ruído de fundo dos banhistas e das ondas a desfazerem-se no areal.
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O Cabo de Home (na foto, em baixo), a poucos quilómetros de Aldán, é uma área protegida, de acesso restrito: os caminhos que o percorrem não são alcatroados e algo difíceis de fazer; parte do percurso é dramático, feito sobre as falésias. A pé, de bicicleta ou de automóvel, é um passeio memorável. A sua maior atracção é a Playa de Melide (visível na foto), em frente à baía de Vigo e às Islas Cíes - um verdadeiro paraíso para quem aprecie a natureza em estado quase puro. Está rodeada de pinhais limpíssimos, que, graças às suas sombras abundantes e brisa constante, convidam a uma boa soneca a meio da tarde. O seu maior encanto é que, até ao meio-dia, arriscamo-nos a ser os únicos banhistas em toda a praia e área circundante, pois os hábitos noctívagos dos nossos vizinhos retêm-nos em casa até essa hora. É obrigatório levar-se pic-nic, pois o pequeno bar que existe na praia pouco mais serve que sandes e uma cervejinha fresca.
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É um daqueles poucos segredos que merece ser partilhado.
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quinta-feira, 3 de maio de 2007

Este Fulgor Baço da Terra

"Este Fulgor Baço da Terra", verso do último poema da Mensagem de Fernando Pessoa, dá o nome ao blogue que conclui o processo de "redefinição editorial" dos meus textos, de natureza muito díspar. Os posts editados no Viandante até à data ficarão em arquivo neste mesmo blogue.
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Assim:
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Este Fulgor Baço da Terra será um espaço de exercício da cidadania: apontamentos sobre quase nada e tudo menos qualquer coisinha.
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O a.p.o.n.t.a.m.e.n.t.o.s pretende ser uma espécie de bloco de notas: aqui se registarão apenas coisas boas.
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Viagens com açúcar será um repositório de histórias sobre o coleccionismo de pacotes de açúcar e um espaço de divulgação de objectos de colecção.
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A partir de hoje, finalmente, o Viandante acolherá exclusivamente textos sobre viagens, viandas e afins.
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Obrigado pela vossa atenção. Boas leituras e, se o desejarem, ainda melhores comentários!
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sexta-feira, 27 de abril de 2007

Viagens com Açúcar

Também já nasceu o Viagens com Açúcar, um blogue dedicado ao mundo do coleccionismo de pacotes de açúcar - mas com a ambição de agradar também a todos os que por lá passem e sejam leigos neste passatempo. Espero que gostem.
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quarta-feira, 25 de abril de 2007

a.p.o.n.t.a.m.e.n.t.o.s

Caros leitores:
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Tal como indiquei no post anterior, passarei a publicar neste blogue apenas notas de viagem ou textos com ela relacionados.
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Paralelamente, pretendo criar mais três blogues, cada um deles com objectivos específicos. O primeiro deles já deu o pontapé de saída: chama-se a.p.o.n.t.a.m.e.n.t.o.s e será um espaço de breves reflexões ou registos de conversas, assuntos ou momentos que valha a pena recordar.
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Os quatro blogues estarão acessíveis a partir da barra lateral de cada um deles. A periodicidade de publicação de novos textos variará, mas pretendo editar pelo menos um post por dia em qualquer um dos blogues.
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Grato pela visita e espero que gostem dos meus novos espaços.
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quinta-feira, 19 de abril de 2007

Time-out

Caros leitores:
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Durante os próximos dias não publicarei qualquer texto neste espaço.
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O Viandante será objecto de "edição"a breve trecho : passará a ser apenas um espaço de notas de viagem.
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Paralelamente, criarei mais dois ou três blogues "irmãos", dos quais vos darei notícias em breve.
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Obrigado pela vossa visita.
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segunda-feira, 16 de abril de 2007

Zé Povinho

Cartoonices
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- Nós, as lagartas, estamos mesmo no fim da cadeia alimentar.
- Eu sei...
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- Ouvi dizer que a tua mãe foi comida por um lagarto... as minhas condolências.
- A sério?
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- Pelos vistos, também estamos no fim da cadeia de informação.
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Fonte: Hello, 30-04-1994

quinta-feira, 12 de abril de 2007

Mentiras (I)

Palavra Esparsa
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"O valor das pensões dos funcionários públicos é, em média, quase três vezes maior que o dos reformados do sector privado, apurou o Diário Económico.
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Enquanto a pensão média no regime geral da Segurança Social é de 370 euros, a da Caixa Geral de Aposentações (CGA) era, segundo dados de 2005, os mais recentes disponíveis, de 1.105 euros."
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É MENTIRA!
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Esta notícia (excerto retirado do Diário Económico online) foi veiculada por vários órgãos de comunicação social. E só pode ter sido veiculada por pelo menos uma de três razões: incompetência jornalística, por não analisar os factores que determinam essa diferença; tentativa de manipulação da opinião pública por parte dos órgãos de comunicação social que a divulgaram, sabe-se lá com que intenção; ou tentativa de manipulação da opinião pública por parte do governo com a conivência (consciente ou não) dos órgãos de comunicação social.
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E o que é mentira não são os números. Esses deverão estar correctos. A falácia prende-se com a omissão das razões que levam à existência desse diferencial entre as pensões de reforma dos funcionários públicos e as do regime geral da Segurança Social.
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O que se pretende (ou se diz por incompetência, para ser benévolo) com uma notícia destas é dizer que os funcionários públicos são beneficiados. Quando a verdade é que a maior parte dos seus quadros são licenciados: professores, médicos, enfermeiros, juizes... E numa proporção que deve ser bem mais do que 3 vezes superior à de licenciados no regime geral, onde a fuga ao fisco e às contribuições para a Segurança Social são o que todos conhecemos. E isto sim, mereceria um estudo honesto.
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Isto é manipulação pura! Por favor, expressem a vossa indignação!
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quarta-feira, 11 de abril de 2007

Uuuuuuuuuuuuuuuu!

Palavra Esparsa
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A minha amiga Cláudia Espassandim reenviou-me hoje um e-mail sobre a presença da Ministra da Educação num corta-mato escolar em Santa Maria da Feira, a 10 de Março (mesmo já tendo passado um mês sobre o episódio infeliz e sido o mesmo já divulgado noutros blogues, que acabei de consultar via google, nunca é tarde para chamar a atenção para este tipo de situações). A reacção de Maria de Lurdes Rodrigues perante os apupos dos alunos presentes na altura da sua intervenção está documentada neste vídeo disponível no YouTube.
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Será porventura muito desagradável ser-se apupado nestas circunstâncias, Sra. Ministra da Educação. Mas mesmo que os referidos alunos tenham reagido daquele modo por influência de terceiros, a sua reacção não deixa de ser eloquente de um modo de fazer política.
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terça-feira, 10 de abril de 2007

A Desobediência Civil

Sublinhado
Há muitos anos que tenho o vício de sublinhar os livros que leio: as passagens que acho mais relevantes, belas, hilariantes...
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Henry David Thoreau, A Desobediência Civil (Civil Disobedience, 1849), Antígona, 1987, p.64
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