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sexta-feira, 19 de janeiro de 2007
Por uma Malga de Vinho
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quinta-feira, 18 de janeiro de 2007
Password
terça-feira, 16 de janeiro de 2007
Vandalismo na Praça de Lisboa


segunda-feira, 15 de janeiro de 2007
Defesa de Peter Huchel ou Critério
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Também ao verso é vedado
ser mais leve
que o seu peso
Reiner Kunze
Tradução de Luz Videira e Renato Correia, in Reiner Kunze, Poemas, Paisagem Editora, 1984
domingo, 14 de janeiro de 2007
Flags of Our Fathers, de Clint Eastwood
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Erguer da Bandeira em Iwo Jima
Ontem à noite tivemos a oportunidade de nos juntarmos a um grupo de amigas para assistir a uma sessão de cinema no Braga Parque. Por sugestão do grupo, vimos As Bandeiras dos Nossos Pais, de Clint Eastwood.
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Ao chegar ao átrio das salas de cinema, procurei o painel do filme: uma foto de dois soldados em contraluz, à entrada de um bunker. O título em Inglês chamou-me a atenção de imediato (não o conhecia): Flags Of Our Fathers. Por duas razões em particular: a ausência do artigo definido The, antes do substantivo Flags - de todo plausível; e, mais estranha, a opção pela construção of, em detrimento do genitivo (Our fathers' Flags, que seria mais expectável). Para quem não domine a nomenclatura linguística (o que é que este tipo está para aqui a dizer!) ou tenha conhecimentos mínimos da língua inglesa, não farão muito sentido estas observações. Mas podem crer que a tradução do título em português não faz jus ao original (da obra de James Bradley e Ron Powers, com o mesmo nome, de que foi adaptado o filme). Todavia, devo dizer que me parece ser difícil fazer melhor. É um dos tais casos em que os significados não são reproduzíveis em síntese - daí a singular riqueza das línguas. Em suma: o título original enfatiza o conceito os nossos pais e relativiza o conceito bandeiras - e inclusivé o seu carácter atributivo. O título em português parece reforçar este carácter atributivo (as bandeiras são dos nossos pais) e enfatiza o conceito as bandeiras, sobretudo pelo uso do artigo definido. E o mais importante é que esta diferença é da maior relevância quando visualizamos o filme.
sábado, 13 de janeiro de 2007
A Rede
sexta-feira, 12 de janeiro de 2007
Perninhas de Frango com Vinho do Porto
A frigideira deve ir ao lume com meia parte de azeite e meia de margarina. Apenas o suficiente de cada. Juntemo-lhes as perninhas (com todo o seu tempero) e tape-se a frigideira com um testo durante a fritura, só o retirando para ir virando o frango; em lume brando (sempre lume brando) até se retirar o pitéu - porque não podem ficar tostadas sem que cozam devidamente.
O xeque-mate requer paciência. Entretanto, podem saborear um cálice da divina bebida - até porque abre tão bem o apetite...! Guardem apenas uns borrifos para o último minuto: sobre as perninhas, como se de uma bênção se tratasse. Virem-se e revirem-se. E está pronto. Apenas num minuto.
E que bem sabem. Tanto, que pouco interessa a companhia. Arroz de espinafres? Umas fatias de pão de centeio? - Pão de centeio do bom, sim!
E um bom vinho tinto maduro, claro.
quarta-feira, 10 de janeiro de 2007
Canção
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Tinha um cravo no meu balcão;
veio um rapaz e pediu-mo
- mãe, dou-lho ou não?
Sentada, bordava um lenço de mão;
veio um rapaz e pediu-mo
- mãe, dou-lho ou não?
Dei um cravo e dei um lenço,
só não dei o coração;
mas se o rapaz mo pedir
- mãe, dou-lho ou não?
Eugénio de Andrade
in Primeiros Poemas
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A minha querida mãe faz hoje 61 anos. Parabéns, mã.
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