quarta-feira, 10 de janeiro de 2007
Canção
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Tinha um cravo no meu balcão;
veio um rapaz e pediu-mo
- mãe, dou-lho ou não?
Sentada, bordava um lenço de mão;
veio um rapaz e pediu-mo
- mãe, dou-lho ou não?
Dei um cravo e dei um lenço,
só não dei o coração;
mas se o rapaz mo pedir
- mãe, dou-lho ou não?
Eugénio de Andrade
in Primeiros Poemas
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A minha querida mãe faz hoje 61 anos. Parabéns, mã.
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terça-feira, 9 de janeiro de 2007
Nova Iorque
domingo, 7 de janeiro de 2007
Laranja Mecânica
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sábado, 6 de janeiro de 2007
Wreck on the Highway
Coming home at the end of the working day
I was riding alone through the drizzling rain
On a deserted stretch of a county two-lane
When I came upon a wreck on the highway
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There was blood and glass all over
And there was nobody there but me
As the rain tumbled down hard and cold
I seen a young man lying by the side of the road
He cried Mister, won`t you help me please
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An ambulance came and took him to Riverside
I watched as they drove him away
And I thought of a girlfriend or a young wife
And a state trooper knocking in the middle of the night
To say your baby died in a wreck on the highway
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Sometimes I sit up in the darkness
And I watch my baby as she sleeps
Then I climb in bed and I hold her tight
I just lay there awake in the middle of the night
Thinking `bout the wreck on the highway
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Bruce Springsteen and the E Street Band
The River, 1980
O renomado professor da Universidade de Harvard, Robert Coles, num livro publicado em 2004 (Bruce Springsteen's America, Random House), coloca o cantor de New Jersey no panteão dos artistas americanos, comparando-o a Walt Whitman e William Carlos Williams, e designando-os como "poetas do homem americano comum".
sexta-feira, 5 de janeiro de 2007
Descobrimentos Portugueses
Esta história não precisa de ser contada por mim; podia ser narrada por qualquer de nós.
quinta-feira, 4 de janeiro de 2007
De Mazouco a Freixo de Espada à Cinta
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Para quem viaje por terras de Trás-os-Montes e Alto Douro e se acerque aos concelhos de Torre de Moncorvo e Freixo de Espada à Cinta, e por meríssimo acaso dê de caras com este blogue, peço-lhe que considere este relato na escolha de um trajecto para passeio de automóvel. E se de bicicleta, ainda melhor.

Mas o melhor ainda estava para vir: ao arrepiar caminho para voltar à aldeia, deparei com uma estrada em terra batida (estará hoje asfaltada?), à esquerda, direcção sul. Não me apeteceu subir as ruas íngremes e estreitas de Mazouco, pelo que resolvi tomá-la, sabendo que todos os caminhos levam a algum lado - e por que não a Freixo de Espada à Cinta?
A verdade é que não me lembro de alguma vez ter percorrido um troço de estrada ou caminho em que me tenha sentido tão em comunhão com o mundo. Percorridas poucas centenas de metros, parei. Sentia o meu Micra a mais naquele espaço natural. Desliguei-o e caminhei um pouco a pé. O silêncio era intenso, tirando o restolhar da brisa ligeira nas árvores que cresciam junto ao rio (oliveiras, cerejeiras e choupos, creio). O sol de verão aconchegava a alma. Viam-se alguns barcos ancorados num pequeno braço de rio. Apenas uma casa ou outra, sem ninguém que se visse poder estar a habitá-las. Disse para mim que, se pudesse, construiria ali uma casa pequenina para poder desfrutar do paraíso alguns dias por ano...
Retomei a viagem, lentamente. A estrada afastou-se do rio - e o sentimento de plenitude com ela. Cheguei a Freixo de Espada à Cinta... Realizado.
Notas:
Mapa retirado (e adaptado) de http://www.mapquest.com
O Boletim a que fiz referência é o nº 25, de Junho de 1995
quarta-feira, 3 de janeiro de 2007
DJ-ing
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A minha mãe gostava que ele tivesse uma profissão. Anda sempre com o coração nas mãos, a pensar que se ele perde o emprego, que se fica doente, que isto e aquilo, que isso não é vida, filho!... que... que... se... se..., vira o disco e toca o mesmo... E tem alguma razão, a minha mãe; mas a vida tem destas coisas: pratos, faixas, batidas, misturas, batidas, misturas, som, luz, batidas, misturas...
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... dancemos...
terça-feira, 2 de janeiro de 2007
City versus Town
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Wells, Somerset, Inglaterra.
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Quando aqui estive, em 1993, um casal que me acompanhava informou-me, com bastante orgulho, que Wells era uma cidade. "Uma cidade?", perguntei algo incrédulo, pois Wells contava então, tal como agora, com cerca de dez mil habitantes, o que para os padrões britânicos equivale a uma nossa aldeia grande. E era pouco mais do que isso que parecia ser. Yes, a city! It has a cathedral! It's the smallest English city!, responderam-me entusiasmados.
Este intróito para abordar a questão que muitas pessoas me colocam - e não apenas os meus alunos - sobre o uso das palavras city e town, ambas traduzíveis em português por "cidade".
Ora, para abreviar a resposta, costuma dizer-se que uma city é maior e mais importante do que uma town. O que está correcto, sobretudo se estamos a falar dos Estados Unidos da América. Contudo, se falamos do Reino Unido, esta explicação pode fazer com que não bata a bota com a perdigota.
No Reino Unido, uma city geralmente tem (tinha, será mais apropriado) uma catedral diocesana. O problema é precisamente o advérbio geralmente. Tal como Wells, cidades pequenas como Ely, Truro e Chichester, todas com menos de 25 mil habitantes, têm catedral e são cities. Têm em comum o facto de serem cidades com origens remotas no tempo. Mas há cidades sem catedral que atingiram uma dimensão e uma importância grandes e são hoje designadas por cities, como Leeds, Sheffield e Cambridge.
Para complicar as contas, há burgos com catedral, como Chelmsford, que não são cities, e há centros de maior dimensão, como Reading e Blackburn, que também não o são. E ainda temos cities que tiveram catedral e já não a têm, como a lindíssima Bath, e que ainda são cities.
É caso para dizer, como um ilustre jornalista já falecido diria com um sorriso nos lábios: "E esta, hem?"
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Nota:
Para uma explicação mais detalhada, por favor consultar a seguinte página da Wikipédia: http://en.wikipedia.org/wiki/City_status_in_the_United_Kingdom
segunda-feira, 1 de janeiro de 2007
2007
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