Vianda-
As rabanadas da minha mãe são as melhores do mundo. Indiscutivelmente! Dúvidas? Se alguém as tiver, fica desde já marcado um duelo de rabanadas junto ao Paço de Giela, em Arcos de Valdevez, para as 24 horas de hoje, noite de consoada. Atrevam-se!
-
Por que são as melhores do mundo? Antes de mais, porque é ela quem o diz (só aos filhos, claro); em segundo lugar, e não menos importante, porque sou eu que as provo.
-
Mas tenho uma boa notícia: a minha mãe não se importa de partilhar a receita; só não pode é emprestar as suas mãozinhas de fada. Desenrasquem-se!
-
Tudo começa pela escolha do melhor pão, claro: cacete com mistura de centeio, a cortar em fatias da grossura do dedo médio da mão. Leve-se o leite ao lume com 2 colheres de açúcar e uma ou duas cascas de limão, até ficar quente. Verta-se o dito para um recipiente, onde se irão molhar completamente as fatias de pão, uma a uma. O leite absorvido pelas fatias de pão em excesso deverá ser espremido entre as palmas das mãos. De seguida, passam-se por ovo batido e tornam-se a espremer do mesmo modo. Entretanto, já se colocou ao lume uma frigideira com bastante óleo, onde se fritarão as fatias de pão até que fiquem douradas. Também já se colocou uma cafeteira com água ao lume, a que se junta bastante açúcar, um pau de canela e três ou quatro cascas de limão. Deixa-se ferver até reduzir. À calda adicionamos, então, um cálice de Vinho do Porto. A ferver novamente até ficar apurado. Mais um cálice de Vinho do Porto e deixa-se que apenas levante fervura para obtermos a calda final, que se coloca num recipiente. Uff! Etapa final: embebemos as fatias de pão fritas nesta calda deliciosa, antes de as colocarmos na travessa ou taça, uma a uma. O que sobrar da calda, verte-se sobre ao que agora já podem chamar de As Rabanadas da Mãe do Rui.
-
E aqui têm o meu miminho de Natal. Prometo que comerei uma por cada um de vós... têm bom aspecto, não têm?
-
Espero que também gostem do meu blogue - recém nascido... E que o possam visitar muito de vez em quando, nem que seja para ver se não haverá por aqui mais algum miminho para os meus amigos - ou uma história que partilhemos.
-
Tudo de bom para todos.
Rui